XIV - FLÁVIO MEIRELES

Flávio Meireles dispensa apresentações.

Transmontano de nascimento, tornou-se vitoriano de adopção e de coração desde o momento em que ingressou nas camadas jovens do clube. Desde esse momento, percebeu-se que estávamos perante alguém de uma personalidade vincada, de um carisma muito próprio, capaz de se impor no seio vitoriano.

Assim seria, ainda que depois de ter chegado ao escalão sénior vitoriano, tenha-se visto na contingência de cumprir etapas no Fafe e no Moreirense, clube onde brilhou de modo tão intenso, que fez o Vitória resgatá-lo de modo definitivo na temporada de 2003/04.

A partir daí até ao ano de 2010/11 viveu uma catadupa de emoções. Desde apuramentos europeus, à inesperada descida de divisão e consequente regresso do rei, a participação em competições europeias, Flávio foi sempre o garante do sentimento vitoriano; o sentimento que o fez rejeitar abandonar o clube na Segunda Divisão, mesmo perdendo dinheiro com isso.

Despedir-se-ia em 2011, na ressaca da derrota na Taça de Portugal frente ao FC Porto, depois de ter afirmado que prometera ao seu filho que iria levantar o troféu. Seria, contudo, dois anos depois, já integrado na estrutura vitoriana que o conseguiria. Assim, desde o seu abandono do futebol jogado, em que representou 219 vezes os Conquistadores, até 2022, altura em que deixou o clube, desempenhou diversas funções no clube, demonstrando, sempre, o seu enorme vitorianismo.

Flávio, mesmo a não trabalhar no Vitória, continua a ser uma referência do vitorianismo!

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