Estávamos na época de 1952/53. O Vitória, orientado por Cândido Tavares, o célebre criador das Escolas de Ginástica, apresentava um curioso equipamento com a camisola preta e listas brancas.
Seria um ano tranquilo, com a equipa a classificar-se no oitavo posto entre catorze participantes no campeonato principal.
Passados 64 anos, assistiríamos a um curioso revivalismo.
Estávamos na temporada de 16/17 e o Vitória fazia campeonato de destaque, a ponto de se qualificar no quarto posto, o derradeiro da sua história.
Nessa temporada causou furor um terceiro equipamento. Apresentado em Novembro desse ano, a todos surpreendeu. Mas, a sua inspiração foi bem patente, decorrente da equipa onde pontificavam nomes como Rebelo, João da Costa ou Cesário, recentemente falecido.
Foi estreado num momento marcante, após o acidente aéreo que vitimou a equipa brasileira da Chapecoense. Nesse dia, frente ao Chaves, o Vitória entrou em campo com o escudo verde do clube canarinho no peito. Um momento marcante…
Como marcante seria, o facto de, com estas camisolas, o Vitória ter vencido o eterno rival em casa deste, por duas bolas a uma, com golos de Josué e de Tiquinho Soares.
Momentos marcantes…