MAIS DO MESMO, RUMO A MAIS UM FALHANÇO…

I - Continua a malapata vitoriana nas partidas longe de Guimarães. Na verdade, é inconcebível que uma equipa com aspirações não triunfe em jogos fora de portas desde Dezembro, num claro sinal de incapacidade.

II - Na verdade, quem quer assumir o êxito, uma candidatura europeia tem de ser mais forte neste tipo de jogos. Não pode ser incapaz de não vencer uma equipa tão frágil como o AVS, que está a despedir-se da Primeira Liga.

III - Com a mesma equipa que bateu claramente o Tondela, o Vitória entrou de modo bastante positivo na partida. A tentar jogar de forma bem estruturada e organizada. A procurar pautar o jogo de modo apoiado e, por isso, criando oportunidades para abrir o activo.

IV - Por isso, não causou surpresa que Gustavo Silva abrisse o activo em mais uma boa jogada colectiva. Tudo parecia conjugar-se para uma tarde tranquila para os muitos vitorianos presentes na Vila das Aves. Porém, mais uma vez haveria de pressentir-se a tendência sádica do Vitória…

V - Assim, quase logo de seguida, em mais um inadmissível momento de desconcentração, em que Rivas e Strata foram intervenientes, Tomané aplicaria a lei do ex. Um balde de água gelada, seguido de um pedido de desculpas a todos os vitorianos. Inesperado, imerecido, mas para reflectir…

VI - A partir daí, até ao intervalo, o Vitória até nem estaria mal. Continuaria a tentar jogar e a chegar ao último reduto contrário. Gustavo Silva podia ter voltado a ser feliz… mas, para além do erro defensivo que tanto pesara, ofensivamente esse desacerto também sucedeu. E, por isso, chegou-se ao intervalo com um injusto empate.

VII - A segunda metade começou com a equipa de Gil Lameiras a desperdiçar dois golos cantados. Daqueles que o mais difícil seria mesmo desperdiçar. Mas Miguel Nogueira e Camara seriam capazes do impossível…

VIII - Série, praticamente, o cântico do cisne do Vitória. A partir daí, seria uma exibição em que a pressão andou de mãos dadas com a depressão. A pressão de vencer com a depressão de querer e não poder. E seriam muitos minutos sem ideias, sem rasgos e sem oportunidades…

IX - Porém, se os vitorianos dominavam territorialmente o jogo, as melhores oportunidades seriam para o adversário. Valeu Charles, algum desacerto e azelhice contrária para evitar maiores dissabores.

X - No final, o empate seria uma metáfora desta temporada. Querer mas não ser capaz. Sofreguidão sem talento. Erros atrás de erros a impedirem a felicidade. E assim se o apuramento europeu era uma miragem, ter-se-á tornado praticamente impossível… com as responsabilidades que daí terão de decorrer.

XI - Num clima de pré-temporada segue-se o desafio em Barcelos frente ao Gil Vicente. Ao menos, que o símbolo seja honrado…

XII - VIVA O VITÓRIA, SEMPRE…

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