COMO ATRAVÉS DO APOIO LOCAL, O VITÓRIA PROCURAVA REFORÇAR-SE

Num tempo em que não existiam SAD's, nem investidores exóticos de uma qualquer nacionalidade estrangeira, o Vitória atinha-se no apoio dos seus.

Estávamos quase no final da época de 1989/90 e a época começara em grande com o Vitória entre os candidatos ao título. Haveria de perder gás, mas existia a convicção que, mantendo o treinador Paulo Autuori e com alguns reforços de peso o Vitória poderia ainda ir mais além... e esses eram de deixar água ma boca, pois, dizia-se que iriam actuar no campeonato do Mundo de 1990, que se disputou em Itália.

Mais do que isso, dizia-se que o principal objectivo passava por comprar um ponta de lança checo, que outra imprensa alvitrava que pudesse ser Tomas Skuhravy, que dava cartas no Sparta de Praga,

Para isso, como ainda hoje sucede, era preciso dinheiro...muito dinheiro. Só que numa altura em que a alavancagem financeira era feita dentro de portas, Pimenta Machado resolveu constituir uma Comissão de Apoio Financeiro, liderada por Narciso Mendes, um industrial da cidade.

Este far-se-ia coadjuvar por António Augusto Sousa, dono da Bercel, e que de imediato conseguiram o apoio de diversos empresários vimaranenses, entre os quais estava Miguel Cardoso, pai do actual presidente do clube.

A missão teria êxito, ainda que só uma das "trutas" para a época seguinte tivesse actuado no mundial transalpino. Falamos do líder do meio-campo da selecção sensação dessa prova, o camaronês Emile M'Bouh. Quanto ao aríete checo, fruto do mundial estratosférico que fez, com cinco golos apontados, ficou com meia Europa à perna, acabando por assinar por uma equipa do principal escalão do calcio, na altura o campeonato da moda, o Genoa.

Seria substituído por Ziad, que apesar de não ter estado no Mundial, pois a Tunísia não se apurou para a máxima montra global, haveria de ficar na história dos Conquistadores... não veio quem se esperava, mas veio quem fez história!

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