UM PIN COM HISTÓRIA...PARA A HISTÓRIA!

Nas Histórias Críticas procuramos contar momentos do Vitória, mas episódios que envolvam recordações e memórias pessoais de vitorianos... como este.

Na fotografia que ilustra estas linhas não vislumbram só relíquias ligadas ao Vitória, mas também ao Ajax Amesterdão. Um alfinete que o actual dono dele guarda religiosamente como recordação de um inesquecível episódio e que merece ser contado aqui, com a sua autorização.

Estávamos em Outubro de 1992 e em Guimarães o tema de conversa era, apenas, um: a visita do Ajax ao Vitória para disputar a primeira mão da segunda eliminatória da Taça UEFA. Um duelo aliciante, pelo facto dos homens de Amesterdão serem uma das equipas com maior estatuto na Europa e contarem com nomes como Danny Blind, os irmãos De Boer, Edgar Davids, Marc Overmars e mais alguns craques marcantes da história do futebol.

Porém, aquele dia anterior ao jogo seria marcante para um amigo da página e amigo pessoal: o Francisco. Bancário de profissão, na altura a exercer a sua profissão, foi com surpresa que a meio a manhã viu Pimenta Machado a entrar banco dentro com um homem que desconhecia. Mais intrigado terá ficado por ter percebido que o acompanhante do líder vitoriano não falava português.

Nisto, o presidente dos Conquistadores acercou-se dele. Disse-lhe estar ali com uma certa urgência, pois, estava com o presidente do Ajax, Michael van Praag, que, numa altura em que os euros eram uma miragem, queria trocar os florins do seu país por escudos para poder gastar na estada vimaranense e comprar recordações na cidade onde nascera Portugal.

Enquanto ia fazendo o que lhe fora requisitado e com os seus dois interlocutores à sua frente desenrolou-se uma saborosa conversa.... sobre futebol, sobre o Vitória, mas, também, sobre histórias da equipa de Amesterdão e de nomes como Cruyff, Krol, Neeskens ou Bergkamp que, ainda, hoje povoam o imaginário dos amantes do jogo.

Com o problema do líder dos Lanceiros de Amesterdão resolvido, o nosso herói vimaranense seria surpreendido com um derradeiro gesto. Como forma de agradecimento, depois de um caloroso abraço pelo problema estar resolvido, o presidente do Ajax levaria a mão atrás da lapela do bolso de casaco e retiraria o emblema em ouro do seu clube que aí tinha cravado para oferecer aquele vitoriano que, com ele, falara do Vitória... mas, também, da sua equipa.

O emblema, esse, hoje, como a imagem documenta, é guardado religiosamente ao lado dos mais importantes da sua história de filiação clubística aos Conquistadores... porque há memórias que não merecem jamais ser perdidas!

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