COMO FICOU O CARÁCTER, NUMA MANHÃ ONDE FALTOU A SORTE...

I - Merecíamos mais...

Na estreia do novo técnico António Torres Campos, substituindo Gil Lameiras, a jovem equipa B vitoriana procurou manter os mesmos princípios preconizados pelo técnico que a orientou durante quase duas épocas.

Aliás, a única mudança terá sido a aposta no espanhol Fábio Blanco, jogador que foi uma das grandes apostas para a equipa A na presente temporada, mas que ainda nela não se afirmou. Foi ele o substituto de Miguel Nogueira, o jogador que foi a aposta de Gil Lameiras ontem para o conjunto principal.

II - Nos primeiros minutos, a equipa vitoriana pareceu menos segura do que habitualmente. Perante um Trofense "manhoso", sempre disposto a fazer uso da sua maior experiência, a jovem equipa vitoriana sentiu dificuldades. Pareceu mesmo cair no jogo irritante do adversário. Aliás, fruto dessa postura, os homens da Trofa haveriam de chegar ao golo inaugural, numa altura em que eram claras as dificuldades vitorianas... ainda que o adversário mostrasse não ser dos mais fortes que o Vitória encontrou no presente ano.

III - Assim, se chegou ao intervalo, com a equipa vitoriana a perder, mas paulatinamente recomposta de uma entrada que, como dissemos, não foi tão assertiva como se desejava. E essa recuperação seria confirmada por um jovem que entrou para o lugar do nigeriano Opara e que demonstrou qualidades para falar a língua futebolística desta equipa. Falamos de Miguel Vaz, autor de um belíssimo golo e que fez acreditar que seria possível aos jovens Conquistaores tirarem alguma coisa do jogo.

IV - Era o Vitória que estava por cima. A dominar o jogo. Solto e crente nas suas possibilidades. Porém, do nada, com a equipa balanceada no ataque, chegaria o golo do Trofense. O futebol, por vezes, é inclemente e este será um dos casos. A equipa da Trofa, até aquele momento da segunda parte nada tinha feito, e, como resultado de um lance feliz, apanhava-se em vantagem e com hipóteses de voltar a controlar o jogo à sua maneira...gerando a irritação dos jovens vitorianos.

V - A partir daí seria uma música de uma nota só. O Vitória a carregar. A desperdiçar algumas oportunidades. A manter-se fiel à sua filosofia e modelo de jogo, obrigando o guardião oponente a trabalho. Mas sem o golo chegar...o golo que queremos crer que se tivesse acontecido catapultaria a equipa para mais um êxito, na estreia do novo treinador.

VI - Não aconteceu e a equipa somou a sua segunda derrota nesta fase de subida. Confessamos que ficaríamos felizes com um grande êxito desta rapaziada que nos faz ficar sempre felizes pela sua atitude e disponibilidade em campo, mas o essencial já terá ganho: o direito de olharmos para a maioria deles como alternativas e apostas válidas no futuro do Vitória. E bem merecerão essa oportunidade brevemente...

VII - Segue-se o Amarante no próximo desafio. Ora, se, na primeira fase, o Vitória já houvera perdido em casa com este Trofense, também venceu na Amarante, na altura já comandado pelo vimarense Alex. Esperemos que, como hoje, a história se repita e a equipa de Torres Campos volte aos êxitos, para no final fazermos as contas.

VIII - VIVA O VITÓRIA, SEMPRE...

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