Foi bonita a festa...
Mas, acima de tudo, merecida.
Merecida porque, quem tanto sofre, quem tanto dá sem pedir nada em troca, como somos todos nós, teria alguma vez de ser recompensado.
Porque numa história feita de muitos "quases", tem de haver, em certos momentos, um "finalmente."
E que bonito esteve o Toural até para lá das cinco da matina. Sem ninguém arredar pé, sempre a chegar gente, para viver um momento único com os heróis de Leiria. Quando eles chegaram foi a loucura... Charles que não largava a Taça, Nélson Oliveira a parecer um menino a celebrar, N'Doye perdido na loucura ou Mitrovic que resolveu entregar o troféu aos adeptos como que a querer consagrar a realidade que todos perceberam: se no campo deram tudo, esse tudo foi mais além por quem nas bancadas jamais se calou.
Fruto dos textos aqui publicados já percorremos muitos momentos de júbilo vitorianos. Outros foram vividos in loco, na primeira pessoa. Podemos ter a certeza de uma coisa... aqueles heróis de 1934, que, pela primeira vez, ganharam o Campeonato Distrital ao SC Braga, terão tido recepção semelhante, atendendo aos relatos da época. No fundo, a certeza que já passaram mais de 90 anos e o Vitória continua a ser vivido da mesma forma apaixonada, sentida, de lágrimas nos olhos e com os sentimentos a transbordarem!
E, isso, será algo que deveremos viver muitas vezes...
