Escrevemos na análise ao inesquecível final-four da Allianz Cup que Telmo, se queria ser determinante no Vitória, tinha de ter o “modo activo” sempre ligado.
Acreditamos, honestamente, tratar-se dos jogadores do plantel com maior talento individual. Um daqueles que, num dia bom, pode desequilibrar a balança e ganhar jogos.
Mas, o futebol é cada vez menos romântico. Os heróis que ligam o “botão do on e do off” deixaram de encontrar espaço num jogo cada vez mais físico, regular, concentrado.
E essa é a sua grande pecha. Incapaz de manter uma linha constante, num jogo onde quando falha a inspiração deve sobrar a transpiração, será a antítese de outros com (muito) menos talento mas que conseguem manter a força competitiva durante 90 minutos!
Hoje, foi o Telmo infeliz que já se tinha pressentido na final frente ao SC Braga. A bem dele, mais do que o trabalho físico que lhe permitiu recuperar da gravíssima lesão da qual padecia quando chegou a Guimarães, importará trabalhar-lhe a mente e o espírito… sob pena de passar ao lado de uma carreira que (ainda) tem tudo para ser feliz… seja no Vitória ou em outro clube!
