Ainda não falamos no herói N'Doye...
O homem dos golos decisivos na histórica conquista vitoriana. Dois em tempo de descontos frente ao Sporting e o do triunfo frente ao eterno rival na final darão quase de certeza direito à entrada no panteão dos eternos heróis do clube.
Mas, o avançado será mais do que isso. Será a certeza que é possível chegarmos ao êxito, mesmo sendo olhado com desconfiança por ser um desconhecido, ser proveniente de um campeonato completamente periférico como o da Letónia, ainda que com posterior passagem pela Suíça, e até as primeiras amostras terem gerado alguma...apreensão!
Todavia, verdade seja dita. Nunca deixou de trabalhar, nunca deixou de encarar o facto de estar no banco de suplentes com um sorriso nos lábios e sempre procurou dar o melhor de si. Foi essa confiança que o fez abater o Sporting, como os italianos chamam, na Zona Cesarini, que se atém, quando nos minutos finais alguém marca um golo decisivo, sendo usada também na linguagem comum para situações resolvidas no último minuto, em extremis, nomeada em homenagem ao jogador italo-argentino Renato Cesarini, famoso por facturar no ocaso dos desafios, no período em que jogou na Juventus entre 1929 e 1935.
Por isso, frente ao Braga, no momento em que entrou em campo, substituindo Nélson Oliveira (que terá feito dos melhores jogos com a camisola do Vitória) a esperança aumentou... o Cesarini vitoriano estava em campo! Mais do que isso com o seu entusiasmo fez-nos acreditar e com razão! Voltaria a ser feliz e a ter a certeza que, depois daquele cabeceamento, o seu lugar estará para sempre na história do Vitória.
Gostamos destas histórias com heróis improváveis...ainda para mais quando são nossos!
