COMO O VITÓRIA ABATEU O LEÃO, PERCEBENDO QUE N’DOYE NADA SER FELIZ…

I - Épico! Inesquecível! Para entrar nas páginas mais bonitas dos 103 anos de história vitoriana. O Vitória encontrou a felicidade, que tantas vezes na sua história lhe fugiu, mas sendo completamente merecedor da mesma.

II - Com a equipa que terminou o jogo da passada Sexta-feira com o Nacional da Madeira, só entrando Nélson Oliveira para o lugar de N’Doye, o Vitória entrou em campo de forma pro-activa, pressionando alto o Sporting, procurando abafá-lo desde o seu último reduto.

III - E teriam êxito os Conquistadores nesse propósito, com o primeiro cheiro a golo a vir das botas de Camara que terá dado um toque a mais. Porém, o futebol nunca será justo e na primeira vez que se aproximou da baliza de Charles marcou. Terá havido pouca concentração do último reduto Conquistador, mas neste tipo de jogos tal nunca poderá acontecer.

IV - Não acusou o golo o Vitória, contudo. Continuou na sua senda de pressionar alto, de olhar a baliza leonina, ainda que sem causar muito perigo. Terá existido um lance duvidoso na área adversária, mas, já se sabe que em caso de dúvida, a decisão nunca será favorável aos Conquistadores.

V - Realce para Charles que, a partir do golo, foi enorme, intransponível, fazendo defesas quase sobre-humanas, conseguindo manter o jogo em aberto.

VI - A segunda metade teria as mesmas bases da primeira. O Vitória a arriscar, a dominar a partida, mas a ser incapaz de ferir o adversário, com Nélson Oliveira a ser completamente inoperante.

VII - Mas se na frente de ataque falhava alguma coisa, atrás tínhamos tudo. Um Super Charles a fazer defesas de altíssima estirpe, a manter a equipa em jogo e até a fazer frente às decisões sempre contra os Conquistadores tomadas por Luís Godinho. Como prova disso, o lance na área sportinguista em que Samu e Quaresma chocam na área leonina, nem sequer o lance merecendo o escrutínio do VAR.

VIII - Até que se chegou ao momento do jogo. O lançamento de N’Doye em campo. Alto, forte, algo desengonçado mas capaz de ter a presença na área que Nélson Oliveira nunca teve.

IX - Mas, para encontrarmos o caminho da felicidade, teríamos de esperar pelo período de descontos. Os onze minutos mais frenéticos da temporada. Em que N’Doye empatou a partida e… a equipa mostrou uma ambição desmedida! Em vez de aguardar pelo desempate pelos pontapés de castigo máximo, continuou a acreditar e seria recompensada! Aquele momento em que N’Doye bisou merecerá figurar nos momentos mais bonitos dos últimos tempos. Épico! Arrebatador! Impróprio para cardíacos!

X - O Vitória vencia na raça, no querer, na capacidade de acreditar nas suas capacidades, fazendo das suas fraquezas forças… um verdadeiro conjunto de Conquistadores que a todos deverá orgulhar!

XI - Venha a final de Sábado… onde só pode existir um objectivo: fazer história e ser feliz que N’Doye nada!

XII - VIVA O VITÓRIA, SEMPRE…

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