COMO NA BUSCA DE UM NOVO BEBÉ, PROVOU-SE QUE A HISTÓRIA JAMAIS SE REPETIRÁ!

Depois da estrondosa transferência de Bebé na época de 2011/12, na temporada seguinte esperava-se que fosse aquele capaz de rechear os cofres vitorianos.

Na verdade, Fábio Fortes, contratado ao Real Massamá, era tido como um jogador com possibilidades para seguir as pisadas ao, então, novo recruta do Manchester United. A reforçar a esperança que o seu talento fosse confirmado, como escreveu o Mais Futebol de 11 de Junho de 2011, o facto de "A contratação foi garantida a custo zero e numa altura em que o jovem, que iniciou a formação no Sporting e que se mudou nos juniores para o Real, já é representado por Jorge Mendes. O interesse foi provocado depois de uma observação de Manuel Machado no jogo Real-Atlético, que acabou empatado."

Assim, era definido pelo seu antigo treinador como um jogador que "É muito agressivo, tem um remate extemporâneo com os dois pés e é forte no jogo aéreo. Também é rápido, tem grande à-vontade e acredita muito nele, é um jogador mentalmente forte, mas as primeiras três características são as que melhor o definem. É um avançado lutador e é o primeiro defesa."

Algo capaz de encher os vitorianos de esperança, sendo assumido que iria ser aposta para a equipa principal dos Conquistadores. Porém, depois de uma pré-temporada em que não conseguiria confirmar as credenciais supra descritas, acabaria dispensado para rodar no Trofense, onde, apenas, disputaria dez partidas sem marcar qualquer golo.

Na época seguinte seria cedido ao Mirandela, equipa em que conseguiria marcar três golos. Um número considerado insuficiente para convencer os responsáveis vitorianos acerca da validade da sua aposta, o que fez com que o jornal Record de 13 de Junho de 2012 noticiasse que iria rescindir o vínculo que o ligava aos Conquistadores.

Anos depois, mais precisamente a 06 de Abril de 2018, em entrevista ao portal Transfermarkt, haveria de colocar o dedo na ferida, ao assumir que "O clube não estava com o equilíbrio que agora está - e ainda bem, porque o Vitória é um clube muito importante para mim -, era muito novo, não estava preparado e não estava tão bem acompanhado como hoje em dia a maioria dos jovens está, mas é algo que já foi há tanto tempo que agora olho para isso como uma aprendizagem e não como algo negativo na minha vida. Para além disso, ter estado no Vitória, independentemente do desfecho, também me abriu outras “portas”, mas claro que me fez pensar a certa altura que se tivesse ido para lá com mais calma as coisas poderiam ter sido diferentes, para melhor."

Um contrato de cinco anos, contudo, seria reduzido a dois e o novo Bebé nunca passaria de projecto... na maior parte das vezes, a história jamais se repetirá...

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