COMO JOAQUIM ROCHA ERA A ESPERANÇA DE GOLOS PARA AQUELA ÉPOCA, CONFIRMANDO TAL SENTIMENTO, TAMBÉM, NAS SUBSEQUENTES...

Fora das principais contratações para aquela temporada, de 1979/80, a da ressaca após um longo consolado de Mário Wilson.

Falamos de Joaquim Teixeira da Rocha, que apesar de ter nascido em Castelo de Paiva, muito cedo rumaria ao Brasil, onde se fizera jogador com a camisola do Corinthians, antes de regressar a Portugal, pela porta do Sporting.

Não seria no emblema lisboeta que se haveria de afirmar, começando um périplo que o levou até à Académica de Coimbra e depois ao Académico de Viseu, onde os oito golos apontados fizeram despertar as atenções do Vitória.

E, assim seria contratado, assumindo ter aceite o convite vitoriano pelo facto de ser uma "equipa com pretensões, que joga do meio da tabela para cima, possui bons jogadores", não obstante, o facto de que "fui convidado pelo Boavista, Braga, Varzim, Famalicão, Belenenses, Marítimo e Setúbal." Apesar dessa cobiça acirrada "...devido aos óptimos contactos que tiveram comigo, especialmente o Sr. Borges, optei por vir para cá."

E não defraudaria as expectativas, estreando-se a marcar o primeiro dos 39 golos apontados em quatro temporadas, à quarta jornada da temporada de 1979/80, frente ao Portimonense. Refira-se, ainda, que a maior parte desses tentos ocorreriam na temporada de 1981/82, quando os seus 17 tentos ajudaram o Vitória a chegar ao quarto lugar... ainda que esta bela classificação acabasse por não ser sinónimo de apuramento europeu.

Na época seguinte, a sua última de Rei ao peito, ainda apontaria 7 golos, cotando-se como um dos melhores marcadores da equipa e ajudando-a desta vez a apurar-se para as provas uefeiras. Partiria depois para Penafiel para continuar a sua carreira e a vida... que seria abruptamente interrompida em Dezembro de 2003, quando estava a pescar em Lagos e duas quedas de 30 metros tiraram-lhe a vida...

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