COMO, COM AQUELE TRIUNFO, O VITÓRIA DISSE QUE QUERIA IR AOS LUGARES MAIS ALTOS DA TABELA, NUM MOMENTO DE GRANDE PRESTÍGIO...

Aquela temporada de 1968/69 foi das melhores de sempre da história vitoriana.

Uma verdadeira epopeia com a equipa a só perder por três vezes no campeonato nacional, conseguindo permanecer quinze partidas sem conhecer a derrota e a ser capaz de obter grandes resultados.

Entre eles, merecerá destaque o triunfo alcançado a 10 de Novembro de 1968 frente ao FC Porto e que permitiu à equipa comandada por Jorge Vieira igualar os dragões no segundo posto da tabela classificativa, ainda que ambos em paridade pontual com a Académica e todos três pontos atrás do Benfica.

Como escreveu o jornal Notícias de Guimarães de 16 de Novembro de 1968 tratou-se de "uma tarde inesquecível de triunfo e prestígio". Com efeito, o onze composto por Rodrigues; Gualter, Manuel Pinto, Joaquim Jorge, Costeado; Peres, Artur, Augusto; Zézinho, Manuel e Mendes, haveria de conseguir "um belo triunfo vitoriano." Na verdade, foi uma conquista "sem mácula, conquistada pelo mérito de uma equipa que soube afirmar, ao longo da hora e meia da partida, as virtudes que normalmente definem os que triunfam."

Virtudes essas que passaram por um sentido colectivo levado ao extremo, mas, também, com outras características que distingue uma equipa superior das demais: "humilde quando precisou de o ser; ousado e versátil, quando a ousadia e a versatilidade foram necessárias."

Apesar de "aqui e ali, a equipa das Antas deu a sensação de maior potencialidade técnica", o que pareceu indiciar que dominava o jogo, a verdade é que isso fazia parte da estratégia gizada pelo Vitória, que foi "o caminho certo, e mais seguro, para o êxito vitoriano, começado a forjar-se (...) na excelente visão de um técnico..."

Técnico, esse, que, também, seria recompensado pelo bis de Zézinho, com um golo em cada parte do desafio, e que ajudou a desencadear uma enorme alegria. Como escreveu o jornal consultado, "o Vitória ofereceu no Domingo, aos seus adeptos e a toda a cidade, mais uma inesquecível tarde de triunfo e prestígio. Aquelas horas de euforia vividas não só no Estádio Municipal, mas prolongadas para além dos noventa minutos de jogo na alegria de todos os vimaranenses, valeram (...) por uma confirmação (...) do muito que o primeiro clube desportivo de Guimarães faz pela terra e pelo seu nome."

Todos os Conquistadores, com legitimidade para isso, sonhavam com grandes feitos!

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