Aquela temporada de 1974/75, por muitos factores, foi extraordinária, ainda que não tivesse findado como todos desejavam.
Com efeito, o onze de Mário Wilson tinha um poder de fogo fora do comum, com, provavelmente, a tríade ofensiva mais letal da história: Romeu, Tito e Jeremias.
Tanto assim era, que os Conquistadores acabaram o campeonato com o melhor ataque da prova, sendo que Jeremias ficou em segundo na Bola de Prata, prémio alusivo ao melhor marcador da prova, só atrás do inalcançável Yazalde, e Tito ocupou o último lugar do pódio dessa tabela.
Não fora a inusitada suspensão de Jeremias após a (injusta) expulsão sofrida em Espinho, algumas escorregadelas como as sucedidas com os desaires em Marvila, frente ao Oriental, ou em Tomar, frente ao União, o regresso europeu teria sido um merecido prémio para uma extraordinária equipa... isso e a nefasta arbitragem de António Garrido no decisivo desafio frente ao Boavista, referente à última jornada do campeonato, e que decidiu o quarto posto do mesmo e quem ocuparia o último lugar europeu.
Não obstante isso, os vitorianos sonharam alto... correram o país em apoio aos Conquistadores... fizeram dos seus atletas e do treinador ídolos como a tarja demonstra. Jeremias e Romeu eram tidos como as maiores estrelas vitorianas e o treinador Mário Wilson, ou Mr. Buda como era chamado, era, igualmente, idolatrado!
E, mais do que o apuramento europeu, entraram para sempre na memória de quem viveu esse exercício....
