COMO UMA LESÃO DO GUARDA-REDES RICOCA IMPEDIU O VITÓRIA DE FAZER FIGURA NA TAÇA DE PORTUGAL...

Aquela temporada de 1942/43, como já escrevemos, foi tudo menos fácil.

Apesar de alguns resultados surpreendentemente positivo, como a goleada aplicada ao Benfica no Benlhevai por cinco bolas a uma, a verdade é que a equipa apresentava uma inconsistência defensiva terrível. Bastará dizer que sofrer as duas maiores goleadas da sua história, ao ser desfeiteada por catorze tentos sem resposta pelos Unidos de Lisboa e por uma dúzia de golos pelo Belenenses.

Um cenário dantesco para um conjunto que em 18 jogos sofreria 76 golos, numa clara manifestação de impotência defensiva e que se temia que pudesse ser repetida naquele dia 30 de Maio de 1943, data em que os Conquistadores viajaram até Lisboa, para encontrarem o Benfica, em partida a contar para a Taça de Portugal.

Deste modo, o pior que poderia acontecer ao Vitória, sucedeu...a alinhar com Ricoca; Castelo, João; Lino, Zeferino, Arlindo; Laureta, José Maria, Brioso, Miguel, Ferraz, os Conquistadores, ainda, haveriam de ficar mais debilitados com a lesão do seu guarda-redes, que "lesionado fortemente a meio da primeira parte, perdendo praticamente a equipe o seu concurso."

Com o guardião lesionado, como até a imagem apresentada poderá denunciar, o Vitória acabaria por sofrer sete golos, de pouco valendo o tento apontado por Arlindo, reduzindo, momentaneamente, o resultado para dois a um. Mas, apesar disso, restava uma consolação expressa no Notícias de Guimarães de 06 de Junho de 1943, e que passava pelo facto de "se não é o lamentável percalço sucedido ao guarda-redes vimaranense, o Benfica não fazia resultado que se aproximasse sequer dos 5-1 com que o Vitória o brindou, no Benlhevai, no Campeonato de Portugal.”

Não se sabia, mas seria mais um, entre muitos, dos episódios rocambolescos do Vitória na prova rainha do futebol português...onde, na maior parte dos casos, a sorte vira as costas aos Conquistadores!


 

Postagem Anterior Próxima Postagem