COMO SE ESCLARECE QUANTO CUSTARAM OS TERRENOS DA UNIDADE, EM DISCURSO DIRECTO...

Muito se tem escrito sobre o valor de aquisição dos terrenos da Unidade, onde o Vitória começou a desenvolver a sua Academia nos finais da década de 70 do século passado.

Várias teses têm sido apresentadas, ainda que Gil Mesquita, inicialmente, e Pimenta Machado, depois, apesar de reconhecerem que a Unidade Vimaranense foi um parceiro primordial, sempre assumiram que o Vitória tinha pago pelo espaço.

Porém, essa dúvida nunca teria razão de ser. Na verdade, já em Novembro de 1980, em entrevista ao jornal do clube, o Presidente da Comissão de Fundos Para Um Vitória Maior, Custódio Ribeiro, fora claro quanto a essa questão. Aliás, tal mereceu a manchete da publicação desse mês, com os seguintes dizeres. "Os terrenos do Vitória, na zona da Unidade, custaram 14.000 contos." Ora, realizando a devida actualização através do portal da Pordata, tal seria equivalente a mais de 180 mil euros.

Ora, tal valor era explicitado de modo desassombrado, no seguimento da explicação para que o organismo por si presidido realizara o denominado "Sorteio pró Ginásio-sede." Como referiu, e como o nome indicava, o seu objectivo passava por "angariar fundos para possibilitar a construção de tão indispensável obra para o bom funcionamento dos serviços do Clube e para o desenvolvimento físico e desportivo da mocidade vitoriana." Por isso, concluía que as receitas do sorteio “são, portanto, destinadas exclusivamente para essa finalidade."

Porém, havia um "mas" nesse objectivo. Deste modo, "para se construir tal edifício tornou-se necessário adquirir os terrenos respectivos; o seu custo foi de aproximadamente 14.000 contos."

Talvez, de modo a garantir (ainda que sem sucessos!) as vozes que já diziam que o Vitória fora beneficiado do negócio, sublinhava de modo veemente que "a este propósito surpreende-nos que ainda haja gente que pense que os mesmos foram cedidos ao Vitória gratuitamente ou quase", algo que foi perpassando (erroneamente) de boca em boca... o que se comprova não corresponder à verdade!

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