I - Mais do que o espectáculo... importa vencer e com isso ganhar confiança para futuros embates. Terá sido com essa máxima que o Vitória estreou-se a vencer longe do D. Afonso Henriques, na Amadora, e sem deixar qualquer margem de dúvidas sobre a sua superioridade perante a equipa da casa.
II - A apostar no mesmo onze que enfrentou o Arouca na última jornada, à excepção da troca de guarda-redes, já que foi promovida a estreia do colombiano Castillo, o Vitória até nem entrou especialmente bem no jogo.
Mas, verdade seja dita, que se a intenção era estancar qualquer precoce entusiasmo da equipa da Reboleira que, este ano em casa já tinha causado enormes engulhos a uma equipa como o Benfica, a verdade é que tal foi perfeitamente conseguido.
III - Assim, depois disso, urgia começar a olhar a baliza contrária com maior avidez. Tentar afrontá-la, fazendo a bola beijar as malhas contrárias. Nélson Oliveira, ainda, haveria de falhar um golo que parecia cantado, para os Conquistadores sofrerem o maior susto durante os 90 minutos, com uma bola ao poste fruto de um erro de Beni que, não obstante esse momento, realizou uma belíssima partida. Contudo, diga-se, que o Vitória foi uma equipa pressionante, com cada jogador compenetrado das suas funções e a procurarem cumpri-las de modo irrepreensível.
IV- Até que, de cabeça, num belíssimo golpe, o avançado vitoriano fez explodir de alegria os inúmeros adeptos Conquistadores presentes no Estádio José Gomes. Era um passo em frente rumo à redenção e o Vitória até poderia ter chegado ao segundo golo antes do apito para o intervalo...
V - A segunda metade como a primeira tinha findado. Com os homens de Rei ao peito a desperdiçarem o segundo golo por Nélson Oliveira. Mas, após esse momento, a sentirem o maior ímpeto estrelista que pressionou mais, procurou acercar-se com maior frequência do último reduto vitoriano... que, hoje, funcionou de modo irrepreensível e na única vez que tal não sucedeu, Castillo fez uma defesa a merecer aplausos e a fazer os adeptos respirarem de alívio!
VI - Depois, a jovem equipa vitoriana recompor-se-ia. Voltaria a controlar o jogo. Até a ter oportunidades para resolver definitivamente a partida. Porém, tal não sucederia de imediato... só após Luís Pinto ter procedido a diversas alterações na equipa, merecendo destaque a estreia de mais um jovem, o extremo belga Noah Saviolo, o Vitória chegaria ao tento da tranquilidade. Um golo importantíssimo pela confiança que poderá aportar ao seu marcador e especial por ser o seu primeiro de Rei ao peito. Que momento que viveu N'Doye, esperando todos os vitorianos que muitos semelhantes possam surgir no futuro.
VII - Estava o jogo ganho e a certeza que o Vitória iria vencer pela primeira vez fora de casa. Que ia fazê-lo sem sofrer golos pela primeira vez num jogo no presente campeonato. Que a juventude lançada deu boa conta do recado e tem muito espaço e potencial para crescer. E que, pelo menos até Janeiro, esse terá de ser o caminho a seguir, sabendo que terá de existir coragem para vencer as dificuldades que irão surgir.
VIII - Segue-se o derby que não se joga. Ganha-se. Seja com uma equipa de velhos caminhantes, seja com ambiciosos aspirantes. E para se conseguir tal objectivo, é preciso ter na consciência os mesmos sentimentos de hoje: comprometimento, sacrifício e responsabilidade. Depois, os vitorianos, como décimo segundo jogador, num estádio que espera um vulcão, farão a sua parte... pelo esforço, dedicação e responsabilidade esta equipa merece esse apoio! Vamos a isso!
IX - VIVA O VITÓRIA, SEMPRE...
