O MINI-ESTÁDIO... UM PROJECTO APRESENTADO, QUE NÃO AVANÇOU E, AINDA, EXEQUÍVEL?

 

Estávamos em Outubro de 2020.

Numa Assembleia-Geral em plena pandemia, o Vitória, na altura com Miguel Pinto Lisboa a presidente, anunciava um ambicioso projecto: transformar o Campo Nº5 da Academia num belo mini-estádio.

Previsto com lotação para 2500 adeptos e com a totalidade das bancadas abraçadas por uma cobertura, a obra, essa, prometia ser uma das jóias da coroa do património vitoriano e uma valência tida como determinante para o desenvolvimento das jovens equipas profissionais vitorianas, já que na altura, para além da equipa B, existia o conjunto de sub-23.

Depois do projecto ter sido apresentado, as obras começariam em Março do ano seguinte com a remodelação dos balneários, que foi a primeira fase da empreitada, e que foi a única, até agora, a ser concluída.

A obra está, pois, neste momento parada. Apesar disso, António Miguel Cardoso, em entrevista ao portal Zerozero, durante o período que antecedeu as últimas eleições, referiu que "Apontamos que na nova academia consigamos desenvolver ainda mais as modalidades: ter um pavilhão, a nova casa das modalidades, ter na academia dois mini-estádios, de relva natural e relva artificial para receber jogos oficiais de futebol feminino, formação e equipa B e depois ter dos Afonsinhos até aos Sub-15 centralizados na actual academia.", o que indicia que o projecto na actual Academia poderá ser abandonado para ser um dos destaques da nova Academia que, ano após ano, teima em não sair da mente dos vitorianos, nem sequer chegando ao papel.

Entretanto, com a jovem equipa B Conquistadora de regresso à Liga 3 quão útil seria que os jovens talentos do futuro pudessem actuar num recinto com estas condições... provavelmente, um investimento, que obrigaria a sacrifícios como tantos outros, mas que, certamente, traria retorno... e o investimento em património é algo que traz frutos ao longo de anos e anos!

 

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