UM DOS MOMENTOS MAIS BONITOS DO CENTENÁRIO...

Foram 43 anos sem regressar onde fora feliz...

Jeremias chegou a Guimarães em 1974. Avançado de bons recursos, fez furos e atormentou o último reduto das defesas contrárias, marcando golos e espalhando magia. Aliás, só não foi mais além, fruto de um pesado castigo de cinco partidas de suspensão, por causa de uma parcial e injusta expulsão em Espinho.

No final do campeonato deixaria uma cidade em saudades... rumando ao futebol espanhol, ao Espanyol, sem nunca deixar de levar a Cidade Berço no coração. Tanto que quando podia voltava à cidade vimaranense e tudo fez para regressar ao Vitória na temporada de 1978/79.

Aí, voltaria a ser útil, mas sem o fulgor de quatro anos antes. No final da época, abandonaria os Conquistadores, mas jamais deixaria de seguir a carreira vitoriana. Porém, as contingências da vida impediram que voltasse à cidade, ao estádio onde fora feliz e levara os vitorianos ao êxtase.

Durante 43 anos, Jeremias viveu no sítio destinado às memórias mais doces... aos mitos que, por uma razão ou por outro, não conseguiam tornar-se em realidade!

Até que em 2022, tudo mudou. Numa iniciativa da celebração do Centenário, conseguiu-se trazer o velho ídolo a Guimarães e ao D. Afonso Henriques.

Feliz como um menino, não resistiu. Baixou-se e beijou o solo onde outrora fora tão feliz. Onde fora idolatrado. Onde hoje, ainda, é lembrado. Porque a memória e a gratidão serão daqueles valores imprescindíveis em qualquer momento.

E um clube projecta-se se souber acarinhar as suas memórias...

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