COMO PIMENTA (MAIS UMA VEZ) ESTEVE ÀS PORTAS DA FPF...

Ninguém esperava que aquele final do ano de 2002 fosse tão conturbado para o Vitória, mas em especial para o seu presidente Pimenta Machado, que acabaria detido naquele que foi o início de um longo processo judicial com ele como arguido.

Porém, ainda um pouco antes disso acontecer, Pimenta continuava na crista da onda. A ponto de no Verão desse ano o seu nome ter sido cogitado para Presidente da Federação Portuguesa de Futebol no ano de 2006, quatro anos depois desse momento.

Como hábil manuseador de palavras que sempre foi, haveria de negar, ainda que assumisse que vários agentes do futebol português já o tinham interpelado nesse sentido... inclusivamente, o presidente da Federação Portuguesa de Futebol em exercício, Gilberto Madaíl, reconhecendo Pimenta que aquele o tinha feito "de forma bem simpática, pois trata-se de uma pessoa bem educada." Mais do que isso, Pimenta afiançava que Madail confidenciara-lhe que Madail, caso decidisse avançar com uma nova candidatura (o que viria a suceder) não se importava de trabalhar com ele.

Contudo, o então presidente vitoriano, acima de tudo, confessava-se cansado, assumindo a candidatura "...a descansar um ou dois anos", pois "tem sido um desgaste muito grande, são muitos anos." Acima de tudo, dizia pretender "passar mais tempo com as minhas filhas e recarregar baterias."

Mais uma vez, depois de no início dos anos 80 ter estado em vias de avançar como candidato ao órgão federativo com apoio de uma grande parte dos clubes da Primeira Divisão, Pimenta tinha o chamamento da Federação. Haveria de o enjeitar, longe de saber que tudo houvera dito iria sair-lhe ao contrário. Acabaria, novamente, por se candidatar ao Vitória e, acima de tudo, iria travar, provavelmente, o seu maior combate, mas, desta feita, nos tribunais...

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