COMO PANEIRA SABIA COMO TIRAR O MELHOR DE NENO, MESMO NOS MOMENTOS MAIS DIFÍCEIS PARA O GUARDIÃO

Neno e Vítor Paneira serão nomes indissociáveis.

Amigos do coração, terão fortalecido a sua relação por ambos terem entrado em conflito com Artur Jorge naquela temporada de 1994/95, tornando-se proscritos para um homem que tinha como ambição "fazer coisas bonitas."

Por isso, depois de abandonarem o Benfica, chegariam ao Vitória, como pedras de toque de um projecto que queria levar os Conquistadores aos mais altos lugares da tabela classificativa.

Aqui estariam juntos mais quatro temporadas, numa relação em que confirmou a forte ligação entre ambos. Bastará ver como Paneira narra o modo de desbloquear o guardião internacional português, nos momentos em que este era acometido pelo stress que, no fundo, demonstrava a sua condição humana apesar de monstro das balizas.

Como contou na Tribuna Expresso de 17 de Maio de 2015, o facto de se conhecerem quase como irmãos, fazia com que percebesse quando Neno não estava bem, em especial nos pontapés de canto, onde costumava ocupar o primeiro poste. Nesse momento, ao ver o seu guardião de cara fechado, sisudo, numa antítese de como sempre levava a vida, virava-se para ele e gritava-lhe“Ó Neno, ri-te!” E usava uma outra palavra um bocadinho feia [risos]. Pronto! E ele olhava para mim e começava a rir-se: “Já estou bem.”

A partir daí, a confiança era retomada, o modo feliz de ver a vida regressava e as defesas voltavam a aparecer... bastando o grito de um dos seus maiores amigos!

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