Estávamos em Março do ano 2000...
Pimenta Machado houvera vencido as eleições contra José Arantes e, depois de a ter prometido durante a campanha eleitoral, dava os primeiros passos para levar a cabo a constituição de uma SAD.
Assim, aquela assembleia-geral, em que também ir-se-ia aprovar o relatório e contas do exercício anterior, tinha como principal atracção, como escreveu o Jornal Povo de Guimarães de 03 de Março de 2000, "a eleição da comissão que estudará a transição do futebol profissional do clube para uma sociedade anónima desportiva (SAD)."
Com o pavilhão lotado, ainda que a fotografia que ilustra estas linhas seja meramente ilustrativa não retratando essa noite, foram eleitos os membros que haveriam de estudar como esse importante passo haveria de ser dado. Deste modo, os presidentes dos órgãos sociais do clube (Pimenta Machado da direcção, Raúl Rocha da Assembleia Geral e António Fernandes do Conselho Fiscal), bem como o empresário Miguel Cardoso (pai do actual presidente, António Miguel Cardoso), o então vereador Domingos Bragança (em representação da autarquia), deveriam "apresentar um modelo de gestão que os sócios deveriam apreciar dentro de três meses."
A contrapor a esta hipótese, os elementos da lista derrotada no acto eleitoral antecedente propuseram que a dita comissão deveria ser constituída por especialistas na matéria, em especial por 4 juristas, devendo "três deles ser obrigatoriamente sócios do clube", segundo o associado João Coelho. Porém, tal proposta não seria votada, por defender, também, que o Vitória deveria ficar com 51% do pacote accionário, algo que a lei daquele tempo não permitia.
Pela primeira vez, a realidade SAD surgia no léxico dos vitorianos... não seria, contudo, aqui que tal tornar-se efectivo. Na verdade, só sucederia 13 anos depois com Júlio Mendes... mas o seu malogro e a sua futura efectivação será material para outras histórias!
